Web Guide x IA Mode: entenda as diferenças

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O Web Guide aprimora a navegação entre informações; o AI Mode faz da busca uma interação mais dinâmica e contextualizada.

Nova ferramenta do Google muda a forma de buscar informações. O Web Guide aprimora a navegação entre informações; o AI Mode faz da busca uma interação mais dinâmica e contextualizada.

 

O Google anunciou, no fim de julho, o lançamento do Web Guide, um recurso experimental que promete reorganizar como os resultados de pesquisa são exibidos. A ferramenta, disponível inicialmente na plataforma de testes Search Labs, utiliza inteligência artificial (IA) para agrupar links de pesquisas e facilitar a localização de informações e páginas da web.

A ideia é que o usuário encontre informações de maneira mais intuitiva, seja em consultas abertas, como “como viajar sozinho pelo Japão”, ou em pedidos detalhados, como recomendações de aplicativos para manter contato com familiares em fusos horários diferentes. Diferente do ranqueamento linear da busca tradicional, o foco passa a ser a experiência do usuário ao explorar os diversos ângulos de um mesmo tema.

Para profissionais de marketing digital, a mudança levanta questionamentos sobre a previsibilidade das posições nos resultados das pesquisas. Até então, estar na primeira página do Google representava a maior chance de cliques, mas a introdução de recursos baseados em IA tem mudado esse cenário.

“As pessoas querem respostas claras e diretas, sem precisar navegar por vários sites. Esse comportamento, que já vinha sendo transformado pelas visões gerais de IA, agora pode se intensificar com o Web Guide”, observa a CEO da Experta, agência de SEO com foco em resultados, Flávia Crizanto.

Ela lembra que a IA tende a priorizar páginas confiáveis, detalhadas e que respondam efetivamente à intenção de busca. Em outras palavras, textos rasos ou produzidos apenas com foco em repetição de palavras-chave terão menos chances de aparecer nos agrupamentos temáticos. “O foco agora é ser útil para a IA, e isso muda como planejamos conteúdo”, acrescenta.

Segundo o Google, as boas práticas de SEO continuam sendo importantes para aparecer nas respostas de IAs, incluindo sites bem estruturados, dados organizados, uso correto de cabeçalhos, conteúdo em texto legível e complementação com imagens ou vídeos de qualidade.

Além do buscador, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) destaca que o SEO das empresas devem estar otimizados também para as IAs em geral. “Isso significa mais visitas, mais reconhecimento e mais oportunidades de venda”, afirma o Serviço.

Pensando nisso, mesmo uma agência de link building para pequenas empresas deve pensar em otimizar a sua presença digital de forma que os modelos de linguagem, como Gemini ou ChatGPT, também sejam capazes de compreender e reutilizar informações da marca em suas respostas.

Construção da reputação digital é uma estratégia de encontrabilidade

O surgimento do Web Guide e de outros recursos baseados em IA faz com que profissionais de marketing precisem repensar os métodos tradicionais de SEO. Para Flávia Crizanto, o link building para apenas acumular backlinks já está perdendo espaço.

Em contrapartida, a especialista acredita que o Digital PR (relações públicas digitais), com foco em reputação e relacionamentos estratégicos, tem se destacado quando o objetivo é conquistar backlinks de qualidade e aumentar a encontrabilidade nos resultados das IAs.

“É preciso investir na marca, que precisa ser citada com contexto em diferentes canais. É aí que entram os serviços de uma agência de digital PR, que cria parcerias com veículos e influenciadores e mostra que você merece ser citado por meio de um conteúdo relevante. E não podemos ignorar os algoritmos de recomendação: quem produz conteúdo factual e em volume para as tendências certas amplia a presença de marca rapidamente”, explica.

Outro ponto destacado por Flávia é a necessidade de olhar para além do Google e das IAs. Plataformas como TikTok, Instagram e YouTube já misturam mecanismos de busca com algoritmos de recomendação e estar presente nesses ambientes, com conteúdos factuais e alinhados às tendências, pode acelerar a visibilidade da marca

Web Guide x IA Mode: entenda as diferenças

No final de agosto, o Google anunciou a chegada do IA Mode – ou Modo IA, em português – ao Brasil. A novidade conta com recursos de inteligência artificial para fornecer respostas nos buscadores, mas com uma proposta distinta do Web Guide.

Enquanto o Web Guide organiza os resultados em blocos temáticos, ajudando o usuário a visualizar diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto, o AI Mode foi desenvolvido para oferecer respostas conversacionais, resumindo informações de várias fontes e respondendo perguntas em formatos como texto, voz ou imagem.

Desenvolvido com base no modelo Gemini 2.5, este utiliza uma técnica conhecida como query fan-out, capaz de realizar múltiplas pesquisas simultâneas e compor resumos detalhados.

Em síntese, o Web Guide aprimora a forma de navegação entre informações, enquanto o AI Mode transforma a própria experiência de busca, aproximando-a de uma interação mais dinâmica e contextualizada. [Webinsider]

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A busca deixa de ser uma ação e vira conversa contínua

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