Em um texto anterior sobre a transição entre o Lp e o CD eu mencionei que muito do material arquivado de diversos estúdios desapareceu ou foi destruído por má conservação, e por este motivo ficou cada vez mais difícil recuperar matrizes para a subsequente digitalização das mesmas.

Para complementar o assunto eu resolvi recorrer aos alfarrábios para resgatar o que é pragmaticamente mais importante quando se trata de conservar mídia magnética. Faz tantos anos que eu não lido com fitas, carretel ou cassete, que eu precisei voltar no túnel do tempo para me lembrar de antigos conceitos sobre a estrutura física das fitas e da relação entre elas e os decks de gravação.

Um grande número de jovens da minha geração gravou em algum dia uma fita magnética para os amigos ou para a namorada. Este tipo de fenômeno social foi amplamente mostrado no filme “Alta Fidelidade”, escrito por Nick Hornby e com a colaboração do ator John Cussak e outros. Eu mesmo fiz uma fita para a minha namorada da época da faculdade, que tinha acabado de comprar um daqueles decks “minicassete”, tão popular na década de 1970. Como eu usava fita de carretel, eu construí um cabo de ligação para um deck cassete mono e assim fiz a fita editando em rolo e depois mixando para o cassete em mono. Deu um certo trabalho, é claro, mas é o que faz o amor de um adolescente para impressionar a namorada, correto? E ela, é claro também, entendeu o gesto guardava a fita como se fosse um tesouro.

É por isso que até hoje eu entendo porque muitos colecionadores ainda mantêm nas prateleiras fitas de rolo ou cassete, que foram usuais no comércio até idos da década de 1990.

O trabalho que dá conservar fitas magnéticas em casa, alinhar decks de gravação e outros tipos de manutenção, tudo isso não é tão diferente assim da rotina dos estúdios, exceto que no estúdio os critérios de conservação e alinhamento têm que ser bem mais rigorosos, sob pena de prejuízo de material gravado e financeiro.

 A estrutura física de uma fita magnética

As primeiras gravações magnéticas foram feitas com fio metálico. Coube ao engenheiro e projetista alemão Fritz Pfleumer o desenvolvimento da fita magnética. Para tal, Pfleumer usa papel como o suporte para o depósito de partículas de óxido de ferro, “coladas” com o uso de laca. Em 1928 ele obteve a patente para este tipo de fita, mas não ficaria por aí. Em 1932, Pfleumer concede à AEG Telefunken o direito de construir o primeiro gravador para fita magnética, o modelo Magnetophon. A primeira gravação importante com este tipo de equipamento foi feita em 1936, com a colaboração do maestro inglês Sir Thomas Beecham.

Uma série de melhoramentos, não só na composição do composto férrico mas no suporte foram realizados ainda nesta época. Pfleumer tentou usar ferro puro, mas sem sucesso, por causa da fácil combustão da substância. Fitas de ferro mais ou menos puro foram conseguidas somente no fim da década de 1970, com o nome de “metal tape”, usadas para os decks cassete da época, providos de novos tipos de cabeça de gravação.

A fita magnética de papel foi eventualmente substituída por outros tipos, com o objetivo de aumentar a durabilidade do suporte onde o óxido de ferro era depositado. Ao longo dos anos diversos tipos de suporte foram tentados, alguns com grande durabilidade, mas com um nível de abrasividade muito alto, produzindo o desgaste prematuro das cabeças magnéticas do gravador.

A estrutura diagramática de uma fita magnética pode ser vista na figura abaixo:

fita magnetica - estrutura física

 

As fitas muito antigas usaram suporte de acetato, na forma de acetato de celulose, com algumas poucas variações. As mais modernas passaram a usar poliéster, um tipo de plástico derivado do petróleo. Além da durabilidade e resistência, o poliéster desgasta muito menos as cabeças, quando comparado ao acetato.

A camada de proteção que fica abaixo do suporte é opcional. A maioria das fitas usadas para áudio não tem este tipo de proteção.

A parte superior da fita, que entra em contato com as cabeças, contém uma mistura de componentes:

O material magnético pode ser um derivado do ferro, cobalto, cromo, e metal puro, este último na forma de um composto que impede a sua oxidação ou inflamabilidade em contato com o ar, problema enfrentado por Pfluemer. No passado foram tentadas combinações de diversos tipos, como as fitas ferricromo, ferro com cobalto, etc. Cada uma dessas formulações produz um resultado magnético diferente, obrigando o reajuste das condições elétricas do gravador.

No auge das gravações de música em fitas cassete a indústria de gravadores resolveu facilitar a vida do usuário fazendo pré-ajustes para as principais formulações de fita. Isto foi feito porque a correção da resposta de frequência exigia correntes de bias diferentes. A aplicação do bias impede a distorção de alta frequência, mas a voltagem necessária para tal varia de fita para fita, a ponto de alguns gravadores permitirem o ajuste separado. Para facilitar, porém, que ajustes seriam esses, a indústria classificou as fitas por tipos:

Tipo 1 (I): com formulação de óxido de ferro.

Tipo 2 (II): com formulação de óxido de cromo.

Tipo 3 (III): com formulação de um composto de ferro e cromo (“ferricromo”).

Tipo 4 (IV): com formulação de liga de metal puro.

A corrente de bias aumenta de acordo com a classificação, sendo a menor para fitas do tipo 1 (I), e a maior para 4 (IV).

Os gravadores de fita cassete tornavam mandatório um ajuste de equalização, de acordo com o tipo de fita usado. Como estes ajustes nem sempre eram confiáveis, na minha época de gravação de cassetes eu acabei fazendo uma tabela de ajustes de bias e equalização por tipo e marca de fita.

O material magnético é colado no suporte e esta cola é chamada de “binder” (ou “ligante”). Na realidade, as partículas magnéticas ficam em suspensão, junto com outras substâncias. Uma delas é um lubrificante, cuja adição tem por objetivo diminuir o atrito entre o suporte e as cabeças do gravador.

 Problemas comumente encontrados nas fitas magnéticas

 

1 – Degradação da cola: o “binder” pode ficar quebradiço, perder aderência e se soltar. Quando isto ocorre a fita pode ficar grudenta, dificultando o arraste e impedindo a leitura ou gravação.

2 – Hidrólise da cola: a cola pode interagir com a água e sofrer um processo de decomposição. Quando isto ocorre, moléculas de cola se quebram e perdem a aderência, deixando soltar o material magnético nas cabeças e guias.

3 – Material magnético de má qualidade: idealmente o material magnético incluso na fita dever ter alta coercividade, ou seja, uma capacidade de retenção da informação sonora alta e sem perdas com o decorrer do tempo.

4 – Suporte muito fino: fitas com suporte de baixa espessura tendem a dificultar o transporte no gravador, muitas vezes produzindo um guincho estridente à medida que a fita roda. Os melhores decks de rolo possuem sensores mecânicos antes e depois da passagem da fita pelas cabeças, de modo a evitar um aumento de tensão (estresse) no transporte da fita, aumentar o ruído e degradar o som.

 Manutenção

A soltura de material magnético é normal e exige limpeza das cabeças e guias, incluindo capstan e rolete de borracha. Esta limpeza poderia até ser feita com etanol (álcool comum), mas o indicado é usar isopropanol (ou álcool isopropílico), e ele deve ter alto grau de pureza. O álcool isopropílico ideal é o de classificação Pró-análise (ou P.A.), com índice de 99.7% de pureza. N.B.: álcool é água se misturam facilmente, formando o que chama de “mistura azeotrópica”. Para retirar a água da mistura é preciso recorrer a métodos químicos específicos, com o uso de agentes desidratantes. O nível máximo de água misturada ao álcool não pode passar de 1%. A ausência de água é necessária para evitar a oxidação de partes metálicas do equipamento.

O acúmulo de óxido de ferro ou qualquer outro componente em mistura magnética pode também provocar a magnetização das cabeças e condutores da fita. Tal fenômeno provoca a perda imediata da gravação de alta frequência. Para impedir a perda de qualidade que resulta disso é preciso desmagnetizar não só as cabeças como o capstan e outros componentes metálicos por onde a fita magnética passa. Isto é feito com um desmagnetizador apropriado. Existe todo um ritual de uso deste equipamento que não será descrito aqui. Basta dizer que a desmagnetização rotineira é fundamental para a manutenção do equipamento e para a obtenção de gravações de alta performance.

 As perdas na Iron Mountain

Já foi citada aqui a situação de perdas de fitas magnéticas de estúdio que aconteceu na inundação do recinto da Iron Mountain, especializada neste tipo de conservação. Acidentes acontecem, e neste caso houve a entrada de chuva no depósito onde as fitas da Som Livre e de outras gravadoras estavam guardadas. A água da chuva penetrou nas caixas e destruiu algumas fichas de registro e também contaminou as fitas, provocando hidrólise da cola (binder).

As imagens a seguir foram cedidas por cortesia do engenheiro de manutenção do estúdio da Som Livre Nolan Leve, que testemunhou a tentativa de resgate:

image003

Na sequência das imagens pode-se observar o estado das fitas, o erro produzido quando as mesmas foram tocadas, e finalmente o estado das cabeças antes e depois da tentativa de reprodução das fitas, em uma máquina Studer A-827 (fita de 2”, 24 canais), mostrada abaixo:

image005

Para melhorar ainda a ilustração de como contornar o problema o Nolan postou um vídeo que reproduzo a seguir:

 

Desnecessário dizer que o prejuízo de acervo uma vez irrecuperável e antes que este material pudesse ser digitalizado é enorme. Muito do que é gravado atualmente é feito pelo processo ProTools e o resultado arquivado digitalmente. Aqui também as fitas magnéticas de gravações digitais feitas no passado acabaram sendo abandonadas, e copiadas para uma outra mídia, como por exemplo, disco rígido ou mídia ótica.

Quando a perda de material magnético chega a este ponto de atingir a hidrólise do binder uma das soluções é cozinhar (literalmente) a fita em estufa com temperatura de 60º controlada. O aquecimento retira a água e permite que a fita seja tocada. A remasterização ou cópia tem que ser feita o mais rápido possível, porque mesmo depois da água sair a fita não irá durar muito.

Os prejuízos e a posse de acervos tem sido queixas não só de gravadoras, mas de compositores também. Em um texto do periódico O Globo, publicado em 2013, pesquisadores discutem o problema de acesso ao catálogo das gravadores, principalmente aqueles que ficaram trancados e sem inventário.

Uma parte considerável do catálogo mantido por antigas gravadoras sai ocasionalmente em reedições de selos independentes. A solução é esperar, torcer para a transcrição ser bem feita e a mídia ser vendida a um preço razoável. De todas estas reedições, a que melhor me impressionou foi aquela feita pela alemã BMG, em SACD de 3 ou 2 canais, do acervo da série Living Stereo, produzido pela RCA nas décadas de 1950 e 1960. Os discos são relativamente baratos, um “roubo” pelo valor que essas gravações têm. [Webinsider]

 

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Respostas

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  1. Nolan Leve

    Muito bom Paulo…O engraçado,como já te disse,é que fitas domesticas,das marcas Ferrania e Philips por exemplo,estão saudáveis até hoje,mesmo guardadas em ambiente,digamos,hostil. TODAS as fitas Geloso que tenho,e são muitas,estão perfeitas.Estamos falando de fitas em rolo.Algumas fitas cassete da marca Scotch,todavia se perderam,pois o forno deformaria o pequeno HUB plastico.Estavam…colando!

    Abração!

  2. Allan Almeida

    Que aula!! Parabéns Paulo.
    Lembro que os jogos de computadores antigos, usava fita cassete pra reproduzir, MSX e afins. Depois muitas músicas foram “pirateadas/registradas” em fitas para posteridade. Acredito que ainda tenha uma ou duas fitas em casa. Basf, TDK e Bosch eram as minhas favoritas.

  3. Paulo Roberto Elias

    Oi, Allan,

    Agradeço o elogio e a leitura.

    Também fiz parte de usuários de MSX na década de 1980, e na verdade participei como coautor de 3 livros sobre MSX pela antiga Editora Ciência Moderna.

    Por coincidência, o meu primeiro artigo em revista sozinho foi sobre um programa para gerar tons de áudio, que incluía ajudar a calibrar o alinhamento de fitas magnéticas, mais especificamente o azimute das cabeças. O texto foi publicado na revista MSX Micro, não me recordo mais em que data.

    O desalinhamento daquelas fitas de MSX eram um tremendo tormento, por uma série de motivos, tanto assim que, quando saiu o primeiro drive de 5 1/4″, eu saí para comprar um e disse a amigos que precisava de pelo menos um drive. E eles, diante dos problemas daquelas fitas (afinal, tratava-se do nosso trabalho), saíram todos correndo também para comprar um drive, tudo a preço de ouro, por conta da famigerada lei da reserva de informática da época. Confesso a você que não tenho a menor saudade das dificuldade que nós todos enfrentamos naquele momento, e no final o esforço só serviu para a gente poder sair do estágio de ignorância que nos assombrava.

    Pelo que eu entendo do seu comentário, você viveu também aquilo tudo e portanto deve entender exatamente o que estou contando.

    Eu entrei de cabeça na microinformática, entre outros motivos, porque eu achava que era um absurdo fazer testes de estatística com uma calculadora de bolso!

  4. Allan Almeida

    Iniciei em um CP500 e depois fui para as “drogas” maiores, por conta do meu pai, que trabalhava com informática na época. CP-500, MSX, TK-3000, Discos de 8 polegadas(só vi no trabalho dele), Discos de 5 1/4(ainda tem em casa), K7 a rodo antes espalhados, cotonetes e álcool em litros. Hoje tudo em memória flash e ainda reclamamos, realmente o material evoluiu mas o pensamento (inconformismo não). Que os hackers(fuçadores reais) continuem melhorando nossas vidas e permitindo que tantos usem sem se preocupar com as questões técnicas que às vezes tiram nosso sono 🙂
    Arduino é o meu próximo passo.

  5. Paulo Roberto Elias Post-autor

    Allan, eu usei um floppy de 8″, face simples, ainda durante as aulas no NCE (UFRJ). Depois, cheguei a usá-lo em palestras só para mostrar aos alunos, mas o formato já tinha caducado, e com justa razão.

    De fato, hoje em dia a gente usa flash-drives e ainda reclama da “falta de espaço” (nem tanto) ou da lentidão, que melhorou muito com a USB 3.0.

    Até meio da década de 1990 eu me defrontei com muita gente tecnofóbica, acredite se quiser. No início da Internet (ainda em terminal de texto) eu dei uma palestra para explicar comandos e e-mail. Muitos dos meus próprios colegas não apareceram, e uma delas chegou a dizer que aquilo não era para ela, tendo que engolir de volta, porque a UFRJ simplesmente obrigou todo mundo a ter um endereço eletrônico.

    Hoje em dia, eu tenho floppies de 3 1/2″ com material de trabalho, guardados nas caixas, mas por motivos sentimentais, porque, sinceramente, eu não tenho a menor saudade desta época, tantos floppies que eu joguei fora porque pararam de ler no drive.

  6. Robério Soares

    Olá Paulo Roberto,gostei muito do seu site e pesquisa,Gostaría que se possivel voce me passase uma informação sobre o valor de uma restauração de um rolo de fita de 24 canáis uma polegada com média de 9 músicas em cada fita.já com um certo desgaste por má conservação mas que ainda modulam os sinais,cheguei a copiar alguns canais de uma delas para testa-las após a limpeza que fiz com alcool ispropílico num porcesso impírico de limpeza protegendo as cabeças do gravador. pelo observei no vídeo me parece que eles estão passando a fita sem ter as soltado antes. por que as fitas elas ficam como se estivessem coladas com a umidade do ar e o mofo.pois fiz assim antes soltei toda a fita na rotação mais lenta ainda baixando mais ainda no pitch control,só para então posteriormente coloca-las passando pelas cabeças reprodutoras.é muito complicado quando elas começam a soltar as camadas de óxido,principalmente quando não se obtem um alinha mento correto das cabeças do gravador em relação as fitas.muito obrigado pelo artigo bastante esclarecedor.AbraSons!

  7. Paulo Roberto Elias Post-autor

    Oi, Robério,

    Por causa do seu pedido de ajuda, eu entrei em contato com o Nolan, para ver se ele indicaria alguém. Infelizmente, os estúdios da Som Livre foram todos desmontados já há algum tempo, e o pessoal técnico que prestou serviço a eles o Nolan os perdeu de vista. Ele me sugeriu indicar a você que fizesse um contato com a Visom Digital, que talvez possa lhe passar algum nome de pessoa que ainda lida com isso. Uma coisa é certa: o custo de restauração não é barato. Na época do desastre da Som Livre, o estúdio gastou cerca de mil reais com cada fita, só para você ter uma ideia.

    Em casos extremos a fita é colocada em estufa a 60 graus, e não há garantia de que ela volte a tocar novamente.

    Sinto muito não poder lhe ser de maior ajuda.

  8. Paulo Roberto Elias Post-autor

    Olá, Sidney,

    O Nolan é suspeito porque somos amigos, mas eu agradeço a deferência e a sua participação nos comentários.

    Gostei de saber sobre a existência do seu laboratório e o parabenizo pela importante tarefa de preservação. Pena que muitas gravadoras não se deem ao trabalho de relançar fonogramas, independente do seu estado de conservação. Muito da bossa nova que eu consegui eu tive que importar do Japão, e um amigo meu importou da Espanha, uma época atrás.

    Eu vou visitar o teu site com todo prazer, e convido o leitor interessado a fazer o mesmo.

  9. Ronaldo midlej

    Oi Paulo , parabéns pelo texto ( CONSERVAÇÃO FITAS MAGNÉTICAS ) aproveitando o seu vasto conhecimento nêste mercado , é a solicito sua ajuda , recentemente adquirir o meu sonho de adolescente , um gravador de rolo AKAI 4000 DS, e gostaria de passar minha fitas cassetes para o carretel do AKAI , onde poderia encontrar um profissional no mercado de SP/SP, para efetuar esta troca sem perder a qualidade das fitas cassetes. AT

  10. Paulo Roberto Elias Post-autor

    Olá, Ronaldo,

    Infelizmente eu não conheço ninguém em São Paulo para te oferecer este tipo de serviço.

    Mas, porque você não faz isso você mesmo? Ao que eu me lembre o Akai 4000DS tem entrada RCA estéreo, e assim basta acoplar um deck cassete, que normalmente tem essa saída. Não havendo compressão de sinal, a gravação sairá idêntica à original.

    Fora isso, eu te recomendo verificar antes o estado das cabeças do Akai, coisas como alinhamento, desmagnetização, etc.

  11. Paulo Correa

    Olá boa noite
    estou com umas fitas q estão chiado – conversando com um amigo ele me explicou q deve ser umidade, e q devo “secar” essas fitas.
    por favor quais seriam os processos recomendados para isso? posso usar um desses aparelhos de tirar umidade de armários? tipo “secar”?
    obrigado

    1. Paulo Roberto Elias Post-autor

      Olá, Paulo,

      Eu nunca perguntei ao Nolan como é que eles aqueceram as fitas, mas posso te adiantar que em laboratório químico usa-se uma estufa com termostato confiável e/ou munido de um termômetro apropriado.

      Existem receitas espalhadas pela Internet (veja por exemplo: http://www.tangible-technology.com/tape/baking1.html), mas eu não seguiria este tipo de receita cegamente, até porque a turma lá fora que resistiu à adoção de medidas internacionais iria te obrigar a converter todos os valores publicados.

      Em todo o caso, eu vou encaminhar este teu pedido ao Nolan, e pedir a ele que te passe alguma informação que te possa ser útil.

    1. Paulo Roberto Elias Post-autor

      Oi, Luiz Henrique,

      Faça uma busca pela Internet (eu sugiro Ebay), e você ainda acha fitas magnéticas em carretel aberto. É possível se conseguir alguém que venda aqui também. A nível de estúdio, a última informação que eu tive é que os principais fabricantes tinham se retirado do mercado.