O Nero Platinum 2018: vale a pena atualizar

Nova Escola de Marketing
20 de outubro de 2017

O Nero Platinum 2018 atende o uso fora do computador em celulares e streaming e usa bem a capacidade de processamento dos computadores mais novos.

Faz aproximadamente um ano que eu me dispus a analisar a suíte do Nero Platinum na sua versão 2017. Agora foi lançada a suíte Platinum 2018. De lá para cá muito pouco da nova interface mudou e se algum motivo se tem para atualizar qualquer software, ou como neste caso, um conjunto de aplicativos, ele se refere ao processo de aperfeiçoamento que as novas aplicações possam conter.

Uma visão sumária da interface da tela de partida para os aplicativos pode ser vista a seguir comparativamente:

Nero 2018

Como se pode notar, existe agora a inclusão de um aplicativo para deletar arquivos duplicados. Uma vez rodando esta ferramenta, o que aparece na tela é:

Nero 2018: arquivos duplicados

É possível introduzir drives ou pastas (diretórios) ou subdiretórios para fins de pesquisa. O recurso é muito útil, mas potencialmente perigoso. Tanto assim, que após a comparação feita, o programa marca em verde o que deve ser mantido e em vermelho o que pode ser apagado. Repare que pode não é o mesmo que deve. A meu ver, duas coisas entram em jogo aqui: a primeira, deve-se fazer sempre back-up de conteúdo, a segunda, deve-se tomar o cuidado de não apagar as cópias de itens importantes!

Claro que apaga quem quer, ou seja, o julgamento (livre arbítrio, diríamos) será sempre do usuário. Na minha opinião, “na dúvida não apague”!

Hoje em dia, a intromissão do telefone celular no uso diário é ubíqua. Raros são os aplicativos ou pacotes que não incluem uma interação com o celular. Até mesmo as centrais dos automóveis estão compelindo o usuário a instalar aplicativos conjugados aos programas que rodam no computador pessoal ou tablet. E aí, explora ou usa quem quiser. No Nero 2018, as opções são várias:

Nero 2018: pastas

Nota-se que mais uma vez o Windows Phone ficou de fora, que surpresa!

Mudanças no Music Recorder

Parece que a competição pesada com aplicativos como, por exemplo, o Spotify, fez a Nero AG se mexer, e a interface do Music Recorder anterior mudou e a pesquisa melhorou consideravelmente.

Nero 2018: opções de player e Music Recorder

Entretanto, tal como a concorrência esta generosidade tem um preço: ou você assina ou fica limitado. E no caso específico do Music Recorder, primeiro é preciso instalar o aplicativo a partir do ícone da tela inicial. E a instalação acaba criando um ícone na área de trabalho totalmente desnecessário, e que pode ser apagado imediatamente.

Ao rodar o aplicativo outra surpresa: a primeira tela funciona sem empecilhos, mas o usuário é saldado com uma propaganda da versão paga, e se quiser sair do programa, a mesma tela salta novamente, sem que o usuário possa fazer nada. Felizmente, nada impede que se possa desinstalar o Music Recorder, sem prejuízo de dano na suíte.

As mudanças na base computacional

Na análise anterior, feita ano passado, o meu computador pessoal rodava com uma CPU FX-8350, muito eficiente para aplicativos que carecem do uso do modo de alta performance (HPC) do sistema.

Isso mudou sobremaneira: no início deste ano, eu montei uma nova plataforma, baseada no processador AMD Ryzen 1800 X, ao qual eu já havia incorporado uma placa gráfica GTX 1080. O sistema completo ficou assim:

  • Processador AMD Ryzen 7 1800X, rodando default em 3.6 GHz
  • Banco de memória DDR4 G.Skill de 3200 MHz
  • Placa mãe Crosshair VI Hero
  • Placa gráfica EVGA GeForce GTX 1080 SC
  • Ambiente operacional Windows 10 Pro

A plataforma Ryzen é revolucionária. O chip da AMD é capaz de distribuir os oito núcleos em nada menos do que 16 fileiras de processamento de dados. E assim, qualquer programa que faça uso desse recurso roda com muitíssimo mais eficiência, e em batimento (clock) e TDP (dissipação térmica) muito menor.

Programas que dependem deste tipo de recurso, e aí incluo também o chip gráfico, se beneficiam naqueles processos com intensa proporção de cálculos, como os conversores de vídeo, por exemplo. Recentemente, só para dar uma ideia sobre isso, eu precisei retirar áudio somente de um programa em DVD de mais de uma hora e meia. O micro levou pouco mais de sete minutos para completar a conversão!

Em resumo…

Quem já usa o Nero Platinum 2017 pode talvez não querer atualizar para a nova versão, e eu não os culpo, mas no geral a atualização é amplamente justificável, e se fosse eu o faria sem hesitar ou pensar duas vezes.

Aliás, quem já tem a versão 2017 pode fazer uma atualização a custo reduzido, que é a forma como as software houses costumam seduzir os potenciais compradores.

De anos para cá vários fóruns de usuários jogam as suas lamentações no tamanho das suítes da Nero. Isso é uma bobagem sem qualquer fundamento. Primeiro, porque não há nada residente no ambiente operacional causando algum impacto que não possa ser retirado, se fosse o caso, que não é! Segundo, porque armazenamento já de muito tempo deixou de ser problema, a maioria dos sistemas usam ou são construídos com drives que superam fácil a marca dos terabytes!

E finalmente, que o bom senso manda que computadores e sistemas operacionais vencidos devam ser evitados. Claro que é penoso atualizar hardware, o custo costuma ser alto, mas a informática sempre foi cruel com qualquer um, porque não é possível melhorar a performance de um sistema sem mexer no hardware, e o que os sistemas operacionais mais modernos fazem é correr atrás do prejuízo!

Na prática, isto significa que hardware e programas devem idealmente ser atualizados passo a passo. Suítes como esta do Nero no final desempenham melhor as suas funções quanto mais atual e mais rápido for o sistema. Infelizmente, a recíproca também é verdadeira! [Webinsider]

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