O novo cidadão conectado

16 de março de 2015

O cidadão conectado pode derrubar governos corruptos e ajudar a colocar na cadeia líderes políticos sem moral e ética.

digitale_stadEm 1994, foi colocada no ar a De Digitale Stad (DDS) ou Cidade Digital de Amsterdã. O experimento tinha como objetivo estabelecer um diálogo entre a comunidade conectada em rede e o conselho municipal da cidade.

Interessante que a DDS possuía as mesmas estruturas de uma cidade, isto é, cafés, praças, residências e claro, por se tratar de Amsterdã, um sex-shop.

Em seis anos a DDS já possuía mais de 140 mil “habitantes” que organizavam protestos, emitiam suas opiniões e votavam em propostas.

Mais de 20 anos se passaram e hoje podemos exercer a liberdade de expressão por meio das redes sociais, de forma transparente e sem censura. Infelizmente isto não é realidade em todos os países; governos não democráticos temem a internet justamente por sua capacidade de dar poder aos cidadãos conectados, ou melhor, o contrapoder, construído de forma independente e livre de controle.

Não é possível imaginar a primavera árabe, os protestos ocorridos em Seattle em 1999 ou os eventos de junho de 2013 e 15 de março de 2015 no Brasil sem as plataformas sociais virtuais.

Se antes os movimentos sociais dependiam de panfletos, sermões e boca a boca para disseminar seus objetivos e ideais, agora basta um smartphone, acesso à internet e uma rede social qualquer, não importa. A mensagem irá chegar ao seu destino, numa velocidade sem precedentes.

O que estamos vendo é a convergência do espaço-tempo, em especial nas manifestações políticas de massa. O surgimento de um novo cidadão o qual habita simultaneamente dois espaços diferentes, as ruas e as redes sociais.

Um cidadão capaz de gritar e postar fotos, erguer os punhos e tuitar, abraçar colegas de passeata e conectar-se com milhares online. Este novo cidadão conectado pode derrubar governos corruptos e ajudar a colocar na cadeia líderes políticos sem moral e ética. O cidadão conectado está em todo lugar.

Para saber mais

  • De Digitale Stad (DDS)
  • Redes de Indignação e Esperança – Manuel Castells – Zahar Editora – 2013
  • Tweets and the streets – Social Media and Contemporary Activism – Paolo Gerbaudo – Pluto Press – 2012
  • Who controls the internet? – Jack Goldsmith and Tim Wu – Oxford Press – 2008


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