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Com o aumento de dispositivos que carecem de sinal Wi-Fi de Internet dentro de casa, os repetidores e extensores ajudam a eliminar as zonas de sombra.

 

Com o sucessivo aumento da Internet das Coisas (IoT) dentro de casa, existe uma necessidade de se manter a rede local de maneira a que ela se torne a mais eficiente possível.

A este respeito, eu tenho ouvido de parentes e amigos que quando eles se afastam dos modems instalados pelas operadoras o sinal de Wi-Fi cai proporcionalmente. E a minha resposta imediata é a de tomar providências para o aumento do espalhamento do sinal que vem do modem da operadora, que se duplica em roteador.

Ora que antigamente, a gente mesmo tinha que comprar um modem, que se duplicava em roteador, porque a operadora não fornecia. E mesmo assim foi uma batalha. A Oi daquela época não dava suporte a rede para seus contratados, e foi por este motivo que eu acabei me virando sozinho para construir a minha própria rede local.

O tempo passou, este pesadelo acabou, as operadoras passaram elas mesmas instalarem não só um modem, mas um modem roteador. E então, o problema estava resolvido? Não, porque a tecnologia de transmissão Wi-Fi mudou radicalmente ao passar dos anos, e as operadoras nem sempre trocaram os seus dispositivos, a não ser que o contratante chorasse para que isto fosse feito.

E não é só isso que afeta o usuário. Cada modem roteador precisa ter potência e tecnologia para conseguir o espalhamento Wi-Fi do sinal da rede em toda a extensão da casa. Se isso não é inicialmente possível, a solução mais imediata é comprar e instalar um bom roteador e liga-lo ao modem da operadora. Só isso já resolve grande parte do problema, desde que o ambiente doméstico for favorável em termos de cômodos e área habitacional. Se isso não acontecer, outras soluções de espalhamento de sinal precisam ser adotadas.

O problema em si está na ausência de sinal Wi-Fi em partes da casa, formando o que se convencionou chamar de “zonas de sombra”:

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A primeira providência que as operadoras recomendam é centralizar o máximo possível a posição do modem roteador, mas nem sempre isto é factível. E mesmo que fosse, uma série de barreiras atrapalham o tráfego do sinal, como, por exemplo, paredes, portas, eletrodomésticos, etc. Bem verdade que os roteadores mais recentes contornam estas barreiras de forma elegante, mas se as zonas de sombra persistirem a solução tem que ser outra

Formas de repetição e extensão do sinal Wi-Fi

Se as zonas de sombra não puderem ser extintas pelo simples reposicionamento do modem roteador da operadora e da adição de um roteador separado, deve-se recorrer a um tipo de repetição ou extensão de sinal. Existem basicamente quatro tipos de dispositivos e métodos para este tipo de aplicação:

1 – repetidor de sinal Wi-Fi: este dispositivo leva o sinal do roteador principal sem que este seja modificado, ou seja, apenas repete o sinal de origem. Uma vez emparelhado, ele pode ser posicionado em qualquer zona de sombra. Geralmente, o repetidor avisa através de LEDs se o sinal recebido por ele está forte ou fraco onde ele foi instalado.

2 – extensor de rede Wi-Fi: este dispositivo faz a mesma função de um repetidor, mas ele é capaz de amplificar o sinal de origem, criando assim uma nova área de cobertura e aumentando as chances de eliminar as zonas de sombra.

3 – rede de malha unificada: chamada de MESH (do inglês, malha), esta rede é construída a partir de um roteador compatível. Sua principal vantagem é a de emular uma rede cabeada. Seus dispositivos na rede trocam informações entre si, de forma a tornar o espalhamento de sinal uniforme e também inteligente. Se um dispositivo receptor, como, por exemplo, um telefone celular, muda de posição na casa, o dispositivo Mesh mais próximo passa a trabalhar com ele, tornando transparente esta troca e impedindo a queda do sinal recebido.

4 – extensor Mesh: este dispositivo torna possível a sua aplicação na rede como um extensor ou repetidor puro e simples, como também a criação de uma malha unificada. Neste caso, é também necessário ser usado um roteador compatível como fonte de sinal. O extensor Mesh tem geralmente um baixo custo de mercado, e pode ser instalado a qualquer momento em que ele seja necessário.

A adaptação de cabos Ethernet

A maioria dos repetidores e extensores tem uma porta Ethernet disponível, que permite que equipamentos sem adaptador Wi-Fi possam ser ligados na rede local. Até hoje, eu vejo aparelhos como, por exemplo, Blu-Ray players, sem adaptador Wi-Fi.

Na realidade, o emprego inicial desses dispositivos data de uma época onde a maioria dos equipamentos não usava receptores Wi-Fi, e por isso chegaram a ser rotulados como “adaptadores de jogos” por alguns usuários e fabricantes.

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Este tipo de conexão é particularmente vantajoso quando um equipamento tem um adaptador de Wi-Fi de má qualidade ou limitado em performance, mas possui uma entrada Ethernet disponível.

A saída Ethernet do repetidor ou extensor ou dispositivo Mesh mantém as especificações do sinal de origem, diminuindo as chances de interrupção ou congelamento de sinal, essencial para transmissões que exigem uma passagem de dados constante, como acontece frequentemente com sinais de vídeo de resolução mais alta.

Em alguns tipos de repetidores, a porta Ethernet pode ser conectada a um computador, e em alguns casos de forma obrigatória, para fazer o setup do repetidor. Cada fabricante dá as diretivas de como isto pode ser feito.

Instalação de repetidores e extensores

Os repetidores e extensores têm um botão WPS (Wi-Fi Protected Setup), que permite a conexão automática e descomplicada entre o roteador principal e estes dispositivos.

Basta apertar o botão WPS do roteador e depois o do dispositivo a ser pareado, aguardando que a negociação termine. Quando o usuário é inexperiente ou não se interessa por ajustes personalizados, a instalação para por aí.

Caso contrário, deve-se fazer uso da interface do dispositivo, acessível por celular ou por um navegador convencional de um computador. O fabricante fornece o URL de acesso ou o endereço IP da página de configuração. Normalmente, por questões de segurança, é solicitado antes um nome de usuário e senha. Se isto for feito com o uso de um celular é recomendável instalar o aplicativo do fabricante.

Em alguns casos, também é possível usar direto o sinal Wi-Fi nativo do dispositivo, através de um celular ou computador. A página inicial normalmente não exige a digitação de senha. Caso a senha seja exigida, basta digitar a senha do roteador de origem.

Seja por WPS ou pela comunicação direta por Wi-Fi, é sempre interessante ler ou, se for o caso, modificar ou então monitorar a configuração do dispositivo, caso o usuário final saiba o que está fazendo.

Em resumo, a IoT é possível em todos os cantos da casa, desde que os devidos cuidados sejam tomados, e o uso de dispositivos para melhorar a rede local sem fio será sempre bem vindo. [Webinsider]

 

.c. c. .

 

Aprimoramento da rede local com novo roteador

Avatar de Paulo Roberto Elias

Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

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