Graças a periodicidade de troca de aparelhos e a rápida evolução destes bichinhos, podemos estimar que em cinco ou seis anos, teremos perto de cem milhões de celulares aptos a navegar na internet. Contando que o custo do pacote básico de dados deve cair, uma boa parte da população poderá acessar a web via celular.
Porém, muito mais importante do que colocar mais alguns milhões de consumidores na internet, será colocar a internet na mão do consumidor.
Parece jogo de palavras mas é importante. Já existem hoje algumas tecnologias capazes de usar a câmera do celular para ler códigos de barras de produtos. Na prática, esta funcionalidade permite que consumidores usando um celular com internet possam descobrir quanto um livro custa na loja online de sua preferência.
Quanto custa o mesmo produto em outro lugar?
Mais barato na loja online? Em poucos cliques e o produto será comprado e entregue em sua casa.
Como qualquer produto contém um código de barras, imagine a quantidade de opções que teríamos via internet. Além dos preços, qualquer outra base de dados poderia ser usada. Ver opiniões de outros usuários sobre o produto. Ver se o fabricante do mesmo tem reclamações no Procon. Se é uma empresa considerada verde pelo Greenpeace. Se este produto não vai estourar os pontos do seu regime e até verificar se a receita pra fazer um prato com aquele ingrediente é fácil de fazer.
Toda aquela história de poder que o consumidor conquistou com a internet agora no mundo de tijolo. Vamos continuar comprando por impulso. Sentir a textura, o cheiro, até conversar com o vendedor, mas a compra não será necessariamente na loja que estaremos presentes fisicamente. E mesmo que seja, os consumidores farão esta escolha municiados com muita informação e opções.
Este é o lado do cenário que assusta os mais tradicionais. Mas é bom lembrar que da mesma forma que a internet traz poder para o consumidor, o marketing também ganha novas possibilidades. Se o consumidor tem o viral, nós temos o marketing viral. Se o consumidor pode criar conteúdo, também podemos direcionar este conteúdo para nossas ações. Estes são apenas dois exemplos. Não se trata de uma competição, trata-se de aceitar o novo cenário e tirar proveito dele.
Resta usarmos nossa criatividade e as facilidades que o celular ligado à internet pode trazer para criar nossas ações. A única coisa que não funciona é ficar reclamando que agora tudo está mais complicado para nós marketeiros. [Webinsider]
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Ricardo Cavallini
Ricardo Cavallini é profissional de comunicação interativa, autor do livro O marketing depois de amanhã.










2 respostas
Boa tarde….
Confesso que quando li o título da reportagem me interessei imediatamente… pois acabo de adquirir um blackberry e conecta-lo ao meu notebook.
Quando li vendas… pensei que a reportagem fosse tratar de novas formas de realizar uma venda… e não necessariamente o comportamento de compra dos consumidores influenciado pelo celular….
Mas confesso que foi uma boa abordagem…
E, nunca havia pensado em pesquisar um produto na net… estando com o produto nas mãos.
Abraços.
Olá Ricardo,
Muito legal o seu artigo, principalmente pelo fato de disseminar essas futuras funções do celular conectado a internet. A Oi deu um bom passo com a idéia de efetuar pagamentos pelo celular em lojas credenciadas. E confesso nunca ter pensado no celular para ler código de barras e poder verificar se o livro tem o preço semelhante na internet como também ver opniões de outro compradores.
Muito bom mesmo. Aqui em Alagoas, tenho alguns amigos que trabalham com desenvolvimento de sistemas e principalmente sistemas Web. Sempre falei para eles, estejam ligados em sistemas para Celular pois é um segmento que tende a crescer, e isso já tem mais de 2 anos, aqui não existem cursos nem muito incentivo para desenvolver sistemas deste tipo. Mas existe um case de uma empresa de Sistemas Web daqui que desenvolveu uma solução para uma idústria onde através do celular os gestores da empresa poderiam ter acesso a informações dos sistemas de vendas da empresa, facilitando a busca de dados.
T+++