Professor, use mais tecnologia em suas aulas

22 de julho de 2015

Cinco bons motivos para que você não tenha medo de usar esse importantíssimo elemento no seu dia a dia. Aumentar a retenção é apenas um deles.

estudantesVocê, com certeza, já percebeu que a tecnologia entrou há um tempo no mundo da educação e não está de passagem, certo?

As lousas digitais, que eram artigo de auditório de escola particular, hoje estão dentro de um número cada vez maior de salas de aula nas escolas, não só no setor privado como no público.

Os sites e portais se multiplicam todos os dias e temos (nós e os alunos) acesso aos mais diversos níveis de informação, dos mais incontáveis temas de qualquer matéria.

Não é nas apostilas que os alunos da geração 201X concentram sua retenção de informação, é na rede que eles estão de olho. Google, YouTube, Facebook, Wikipedia, Dropbox…

Como evitar que tudo isso arruíne sua aula já tão qualificada, preparada e preservada por anos? Não evite! Deixe que a tecnologia te ajude a aperfeiçoar, dinamizar, atualizar e eternizar o conhecimento em suas aulas.

Veja abaixo cinco bons motivos para que você não tenha medo de usar esse importantíssimo elemento no seu dia a dia.

1. É o futuro e não dá mais para voltar

Não. Não haverá o dia que sairemos arrancado lousas e projetores das escolas gritando “eu disse que não daria certo! Educação tradicional é o que funciona!”. As escolas estão se modernizando com lousas digitais, projetores interativos, sistemas de gestão de aulas etc. E os alunos chegam todos os dias com os mais recentes lançamentos dos gadgets imagináveis – smartphones, tablets, iWatches (naquela escola dos multimilionários).

E em um último grito desesperado, algumas escolas proíbem o uso ou até mesmo a entrada desses aparelhos no prédio educacional – bem como os presídios – pois é mais fácil proibir do que educar, certo? Errado, claro!

Essa revolução vem sendo observada e pesquisada há um tempo. Esse movimento é, na verdade, muito benéfico, desde que ambas as partes consigam entrar em um acordo, uma conduta de uso – não imposta, pois não funciona, sabemos disso – mas sim apresentada, realizada aos poucos de acordo com a realidade de cada grupo escolar. Se você for resistente ao movimento natural da tecnologia participando dos mais diversos aspectos de nossa vida (inclusive nosso trabalho dentro de sala de aula), nada de mal te acontecerá ;-), mas também nada de surpreendente, inovador, fascinante e estimulador te acontecerá também ;-P.

2. Use portais, canais e redes sociais a seu favor

Sabe aquele seu DVD de estimação do filme “A Lista de Schindler”, que fica guardado com aquele documentário de três horas do Discovery Channel sobre o antigo Egito? Então, guarde ele com carinho – você não vai precisar mais.

Atualmente, já somam milhares as opções que nós professores temos de conteúdos na rede. Uma infinidade de documentários (de 15, 25 – 30 minutos) dos principais temas de praticamente todas as matérias escolares, de exatas às humanas, estão disponíveis e a um clique de distância de você e seus caros alunos.

Documentários de confiança, com qualidade de imagem, de redes como National Geographic, Discovery (Channel, Science, Civilization…) History Channel, entre outros bons que podem ilustrar suas aulas trazendo dinamicidade (sair da apostila é tão bom!), fontes alternativas de informação e permitem que o conhecimento seja acessível a todos a qualquer momento – ambos, o professor e o aluno, podem rever o conteúdo quando bem desejarem, ele simplesmente está online na rede.

Vídeos educacionais dos mais diversos podem ser sugeridos como complemento de conteúdo, ou mesmo como fonte de pesquisa para uma composição de qualquer âmbito – dissertações, seminários, relatórios, obras plásticas. Procure por documentários, vídeos e músicas no YouTube, palestras das mais variadas, conceituadas e interessantíssimas no TED Talks, e muito mais conteúdos visuais em portais como UOL, Google Education e até mesmo no site do MEC.

Seus alunos podem até estar na sua aula, mas a cabeça deles, de certo, se encontra ao mesmo tempo em outros lugares – lugares onde eles têm notícias, entretenimento e interação social tudo de uma vez – eles estão todos massivamente nas redes sociais como o Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest etc., e isso não significa que você tem que sair correndo agora para descobrir o que são, pois você com certeza já faz parte das redes sociais e tem uma conta no Facebook. É o suficiente!

Só com essa ferramenta em mãos você já acrescenta um grande número de possibilidades de compartilhamento de informações e interação entre você e seus alunos que se estende para além dos limites dos 50 minutos da sua ótima aula ou dos muros da escola.

Nessa rede social é possível criarmos grupos para discussão de conteúdos abordados em sala e assim termos fóruns de opiniões entre os alunos. É também possível visitarmos páginas biográficas de figuras relevantes, vivas ou mortas, empresas multinacionais, ONGS, instituições globais etc., etc.

O Facebook possui, além de páginas criadas por usuários de todo o mundo, um vínculo com a Wikipédia, a “Enciclopédia Livre” – Guardem suas pedras (e suas Barsas)! O papel do educador 201X é de filtrar o que é válido e o que não é. O que não podemos é generalizar todo o conteúdo da Wikipédia que hoje conta com mais de 800 mil artigos (isso só em português, e quase 5 milhões de artigos em inglês) e dizer que é tudo informação errada. Dê uma chance a Wikipédia, verifique as informações que ali estão, cheque as referências de rodapé, você sabe muito bem fazer isso e, uma vez feito – aproveite o que essa enciclopédia virtual tem para oferecer a você e suas aulas!

3. Aumente o nível de retenção de seus conteúdos

Em um mundo onde a informação é múltipla, dinâmica, instantânea e abundante, não podemos esperar que nossos alunos façam a leitura de um texto ou ouçam-nos palestrar por 30 minutos sobre um tema, e que consigam reter essa informação toda pelos próximos 15 minutos de suas vidas – isso não vai acontecer, a não ser que você tenha técnicas de discurso impressionantes quanto as figuras que dominavam a oratória, como Martin Luther King.

Estudos apontam que somente 10% dos conteúdos que os alunos leem ou ouvem são realmente retidos. Se você incluir vídeos interessantes ou imagens de boa qualidade e visibilidade, pode aumentar para até 50% o nível da retenção do conhecimento pelos seus alunos. E se fizer com que tudo isso vire uma grande discussão – pessoal com dimensões virtuais ou virtual com dimensões pessoais (abra uma discussão sobre o vídeo e os textos apresentados em sala em uma rede social, instigue os alunos a comentarem com perguntas feitas em enquetes nesses mesmos grupos virtuais de estudo, traga os melhores – e piores – comentários para a sala de aula, mostre que a opinião individual é importante e relevante), você aumentará essa barra para até 90% de retenção dos conteúdos explorados.

Para um maior nível de absorção do conhecimento, aguarde a tecnologia nos permitir inserir chips que enviarão esse conteúdo diretamente para serem armazenados no cérebro do ser em questão. Enquanto isso, siga as práticas pedagógicas de aprendizado ativo – ponha a tecnologia para trabalhar para você e para o sucesso de suas aulas.

4. Eternize suas aulas

O quão familiarizado você está com o PowerPoint? Tenho certeza que esse já é um velho conhecido seu, e no seu computador você tem uma pasta cheia de apresentações com aulas e mais aulas que você vem montando ao longo dos anos.

Isso é excelente, ótimo mesmo, não fosse o fato de que seu computador acabou de pifar, sair fumaça e fazer barulhos que te fazem pensar que ele pode explodir a qualquer momento – meu Deus! Mas você salvou tudo em um pen drive, ufa, e se for um pouco mais cuidadoso que eu costumava ser no passado, não esqueceu ele no bolso de uma calça e jogou na máquina de lavar – lá se foi seu conteúdo, lavado com Vanish para fora do pen drive.

Mil são as situações que podem ocorrer com dados que armazenamos no nosso computador, em pen drives ou pior – no computador nada confiável da escola, mas os dias de instabilidade acabaram! Hoje em dia temos diversas plataformas na nuvem que podem fazer esse armazenamento para você sem riscos de que você venha um dia a perder seus pdfs, ppts, docs, etc., etc.

O conceito de armazenamento na nuvem é bastante simples – você sobe seus conteúdos para uma plataforma como o Dropbox, o Google Drive ou o OneDrive e eles são mantidos na rede por toda a eternidade sem riscos, além do fato de você poder acessar quando quiser e de onde quiser que eles estarão lá, a salvo, te esperando.

Suba pastas inteiras com suas imagens, textos, revisões de prova e as mantenha em segurança – ninguém poderá ver seus arquivos a menos que você decida compartilhá-los. E veja só, aí está mais um benefício das plataformas de armazenamento na nuvem – você pode selecionar conteúdos específicos e compartilhá-los com seus alunos através de links gerados pela própria plataforma, é tudo muito simples e seguro.

Crie uma conta no Dropbox ou no OneDrive – saia clicando sem medo, essas plataformas atuais trabalham de forma bastante intuitiva e geralmente oferecem tutoriais para iniciantes.

Você ficaria muito triste se eu te dissesse que o PowerPoint já está ultrapassado? Não há problema nenhum em continuar utilizando essa excelente e efetiva ferramenta, mas não raro é possível que seus alunos façam apresentações de trabalhos ou seminários em uma ferramenta espetacular chamada Prezi – é tão efetivo quanto uma apresentação de PowerPoint só que melhor, mais rico em possibilidades de apresentação, mais fácil para criação, menos engessado e 100% na nuvem.

Uma vez criada a apresentação, ela estará lá, para sempre, para que você acesse e faça suas apresentações a partir de qualquer computador, sendo possível inclusive fazer apresentações remotas e baixar a versão desktop do Prezi para montar suas apresentações enquanto estiver offline. Dê uma olhada nessa plataforma, ela definitivamente merece sua atenção.

5. Tenha mais tempo para você!

Com todo esse arsenal tecnológico, você deve estar pensando quanto tempo isso vai te tomar até que consiga virar uma espécie de Inspetor Bugiganga, pronto para inundar seus alunos com seus novos termos tecnológicos e suas aulas tão dinâmicas que deixarão seus pupilos de cabelo em pé, olhos brilhando e com o nível de retenção a 110%. Acalme-se, colega professor, a tecnologia veio para facilitar, não para dificultar.

Explore aos poucos as ferramentas, observe como seus colegas utilizam as tecnologias, analise aplicações que são pertinentes aos grupos de alunos que você tem. Uma vez que você consiga iniciar essa transição, você perceberá que suas aulas ficarão mais dinâmicas, seus conteúdos muito melhor absorvidos e seus alunos mais dispostos a aprender e compartilhar conhecimento.

Você ganha tempo quando prepara suas aulas com ferramentas como PowerPoint e Prezi, pois são rápidas e possibilitam que seus conteúdos durem por muito tempo, sem precisar recriar cada aula do mesmo tema a cada novo ano – uma atualizada já resolve – você ganha tempo quando seleciona seus vídeos no YouTube ou TED Talks, pois não precisa depender de aparelhos ou leitores de DVD.

Você ganha seus fins de semana de volta quando percebe que a tecnologia vai te ajudar a organizar e monitorar os grupos dos seminários, pesquisar conteúdos extras em portais educacionais, preparar suas provas e revisões, interagir com seus alunos e servi-los com muito conteúdo de qualidade, acessível e acima de tudo: pertencente ao universo nativo de seu aluno, que não é diferente do universo do qual você pode não ser nativo, mas está também inserido e não tem nada a perder ao se aventurar nas diversas possibilidades que a tecnologia traz para sua vida em qualquer âmbito. [Webinsider]

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